quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Actividade 3 – Tema : Teorias da Aprendizagem Humana



O que é a aprendizagem?

Como aprender?

Como aprender melhor?

Dispositivos/ferramentas que utilizo

Processos de aprendizagem


Aprendizagem é um processo de transmissão de conhecimentos e de saberes. A aprendizagem pode ser feita através de vários processos. mas implica sempre a aquisição de conhecimento através de várias modalidades.

A aprendizagem só se dá quando é possível de observar mudança no comportamento do sujeito. Tem que ser externa (observável). Se não for externa, não se consegue saber se ela existe.

Há vários processos de aprendizagem.

O Behavorismo não é mais que um procedimento em que o professor dá o estímulo - pergunta e o sujeito dá a resposta.

O Cognitivismo diz-nos que toda a aprendizagem está no cérebro, ela já existe. Mesmo que não haja conhecimento visível, ela está alojada. A aprendizagem processa-se quando há mudança de comportamento interior do sujeito. Tem que ver com o sujeito e a forma de organização da informação. Como ele processa a informação e dá a resposta. As pessoas aprendem quando processam a informação.

Interacção Social - Aprender com outros, com todos. Trocar e partilhar ideias e recursos. Experiência - Aprendizagem construindo algo uns com os outros.



A Minha perspectiva de Aprendizagem:

“ Tudo passa pela motivação, e pela relação próxima que o formador estabelece com o aluno”

A partir desta Ideia irei formar um raciocínio ou um estudo no qual tentarei explicar esta premissa, que no fundo é a minha visão do ensino enquanto formador. Para melhor compreensão (e como tento ser muito pragmático) irei dividir os conteúdos, embora eles estejam intimamente ligados.

A Motivação

Seja em que áreas forem, disciplinas, cursos, ou matérias a verdade é que sem a motivação do aluno dificilmente se conseguirá ensinar alguma coisa.

Não nos iludamos pois. Sermos detentores da sabedoria, melhores num campo ou numa matéria, campeões da experiência, ou dominar a retórica não se traduz automaticamente em bons professores.

Podemos portanto ser detentores do conhecimento mas se não conseguirmos motivação por parte dos alunos dificilmente conseguiremos atingir esse objectivo. Se não houver do outro lado a vontade de aprender, nada vale a nossa bagagem, os nossos conhecimentos ou a nossa posição no ranking dos melhores.

Depois desta tomada de consciência, uma questão se coloca a seguir: o professor ao aperceber-se da falta de motivação que o formando tem deverá em seguida tentar saber as razões pela qual isso acontece. Os motivos estão por vezes camuflados e escondidos até dentro deles próprios.

Não apetecer ir às aulas ou se preferirem não ir à escola sempre foi infelizmente por umas razões ou por outras (que não vale a pena estar agora a enumerar), uma situação que esteve e continua a estar enraizada ao longo de gerações.

Essa circunstância tida muitas vezes como “normal” pode então camuflar os verdadeiros motivos pela qual o aluno se desinteressa ou se alheia do ensino. Feito então o diagnóstico, será então altura de agir.


Uma relação próxima

Na minha visão do ensino, o professor deverá tentar estabelecer uma relação de proximidade para com o aluno. Só assim lhe permite em primeiro lugar saber os verdadeiros motivos pela qual ele se desinteressa da escola ou da disciplina que o professor lecciona, e em segundo lugar agir perante os dados que tem - fruto desse relacionamento de confiança. O professor não se deve substituir ao encarregado de educação. Até porque que em muitos casos o verdadeiro desinteresse tem origem no seio familiar. Sobrepondo-se ao encarregado de educação, o formador pode inclusive experimentar problemas acrescidos.

O professor deve sim, descobrir um interesse do aluno (ainda que não tenha nada que ver com a disciplina ou a matéria) e agir de maneira a associar esse interesse à aula, à matéria, à disciplina à comunidade escolar. A verdadeira batalha, o grande desafio do professor é encontrar uma fórmula – sem ser mágica, porque não existe – que lhe permita gerir a relação entre o ter que transmitir conhecimento e os interesses que os alunos possam ter. Essa premissa, esse ponto de partida, essa tomada de consciência, esse pilar tem que ser ao mesmo tempo o seu desafio. Por vezes o professor tem que saber mais gerir do que ensinar.


Ser criativo

Não vale a pena despejar matéria. Eles nem sequer estão a ouvir. O professor deve olhar, observar e diagnosticar. Deve perceber os interesses. Primeiro aqueles que são comuns a todos. Depois os que são específicos daqueles que se desinteressam.

E então ser criativo. Utilizar as suas motivações e jogar com elas. Fazer “contratos” com eles”. Estabelecer metas e objectivos. No final deste capítulo terão que atingir este objectivo. Ao fazê-lo poderão ter acesso ou entrada a isto ou aquilo.

“Isto ou aquilo”. Dito assim parece um discurso generalista, uma ideia vaga, uma coisa qualquer.

“Vamos agora estudar as diferenças entre o Sistema clássico americano, o Neo-realismo italiano e a Nouvelle vague francesa no cinema”.

Lá fiz a exposição teórica sobre o assunto, indiquei fontes de informação, coloquei os alunos a pesquisar no universo da internet, inclusive passei filmes para tornar as sessões de formação mais dinâmicas.

Convencido que fizera passar a informação e o conhecimento fiz uma ficha de trabalho. Eles sabiam que era para avaliar os conhecimentos, mas para mim era sobretudo para confirmar se o método que havia adoptado era o melhor, e se havia agido ou não de forma mais correcta e eficaz.

Para minha surpresa a confusão entre as 3 correntes era por demais gritante, não tinha conseguido atingir os objectivos, e pior ainda, eles agora pareciam saber ainda menos do que no inicio. Estavam pois confusos. Ainda se fosse um ou outro daqueles mais desatentos, mas não a turma em geral estava neste estado.

Então descobri! Peguei num aluno cujo único interesse na vida parecia ser a música e desafiei-o a fazer uma canção cuja temática fosse mostrar as diferenças entre aquelas 3 correntes estáticas. Fiz um contrato com ele oferecendo-lhe em troca uma gravação e o rapaz cantou na aula.

Ele que sempre mostrara um completo desinteresse pelas aulas, pela escola e pela vida em geral, viu-se de um momento para o outro aplaudido, recompensado e integrado numa sociedade que sempre rejeitara. E eu ganhei um grupo de alunos que sabem agora aquilo que no início não estavam dispostos a saber.

“Step by Step”

O meu fundamento, o meu ponto de vista, a minha visão de professor se lhe quisermos assim chamar tem esta experiência como um exemplo daquilo que deveria ser o ensino.

O professor deverá procurar encontrar a melhor forma de transmitir o conhecimento, usando-se dos interesses e motivações dos alunos.

Uma espécie de step by step. O professor deverá ter sempre o sentido de encontrar a melhor maneira de passar a informação. Para cada matéria, uma fórmula, um passo. Caminharemos assim passada a passada.

Segundo a minha visão, o professor deverá ao mesmo tempo observar, investigar e inclusive estudar as características da geração com quem trabalha. Perceber os seus interesses e motivações.

Dizer apenas mal e não tentar perceber porque “eles agem de uma determinada maneira” é um erro onde que se cai muito frequentemente. Porque é que eles são assim? Porque se comportam de determinada maneira?

Não podemos estar numa escola com um grupo de alunos de uma determinada idade e ignorar a sua forma de viver. Não podemos entrar na sala de aula sem perceber que espécime (a palavra não é certamente a melhor) de alunos iremos encontrar.

Porque ao termos que transmitir conhecimento, teremos obrigatoriamente de saber a quem nos vamos dirigir. Ignorar isso é meio caminho andado para não termos sucesso.

O professor descobrirá então os melhores passos para que os nossos “amigos” consigam percorrer da melhor maneira este corredor da aprendizagem.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Actividade 2: A minha disciplina e as TIC

As TIC na minha área

Na primeira parte do presente século as TIC tiveram um “boom” em termos de utilização e funcionamento. As ferramentas e as aplicações sucederam-se a um ritmo vertiginoso, o nosso modo de vida alterou-se profundamente. Muito importante foi o conhecimento construído a partir das TIC. Elas possibilitam ao professor uma “economia” de tempo, melhor organização de conteúdos, recepção de trabalhos via email ou plataformas (moodle), novas formas de abordagem e interacção com o alunos, recolha e tratamento da informação entre outras ínfimas conjunturas.

O único problema a meu ver é a constante renovação e actualização das diversas aplicações e ferramentas, sinal de evolução e melhoria, mas muitas vezes praticamente impossível de acompanhar. Por vezes o ritmo a que são lançadas as “novas” versões não permite ao utilizador ter o conhecimento suficiente para tirar partido de todas as potencialidades.


Como são utilizadas as TIC na minha área?

As TIC na minha área - O AUDIOVISUAL

São utilizadas com bastante frequência, visto a área do vídeo e da Multimédia serem precisamente aquelas que mais ferramentas de Tecnologia de Informação e Comunicação utilizam. Em síntese passo a citar algumas formas de utilização:


a) Internet

Como é usada?: na Construção de guiões audiovisuais.

Para quê?: Para ao alunos fazerem pesquisa documental na internet de conteúdos para a escrita de guiões.


É utilizada também construção de Blogues por turma com trabalhos dos alunos.

Os professores utilizam-na para lhes mostrar conteúdos das diversas matérias, nomeadamente Tutoriais de programas de edição de vídeo e áudio.


b) Office

Como é usado?: Utilização de programas Word ou power point.

Para quê?: Produção de conteúdos, nomeadamente de Guiões.



c) Software específico (exemplo: Adobe Premiere, Photoshop, Soundboth)
Como é usado? : Na Edição vídeo e Áudio.

Para Quê? : Para a montagem de filmes de vários géneros, na edição de fotografia



d) Quadros Interactivos e projectores Multimédia

Como é usado?: Os quadros interactivos são utilizados como ferramenta de apoio à exposição de matérias teóricas

Para quê?: Permitem uma melhor aprendizagem e também uma interactividade com os alunos. Emprestam uma maior motivação ao formando.

Os projectores multimédia são utilizados para exibição de filmes de apoio às matérias e também para projectar e demonstrar os diversos softwares que o aluno vai aprender. Por vezes o professor exemplifica “como se faz” através da projecção do programa e os alunos observam e fazem em seguida os exercícios práticos.



O impacto das TIC no conteúdo da minha disciplina

O impacto é grande visto as disciplinas gerarem elas próprias novas ferramentas e novas tecnologias. As Tic tornaram-se nos utensílios as ferramentas que os formandos e os professores utilizam nos diversos ambientes de aprendizagem. O maior impacto julgo ser:

1 - Na motivação que o professor consegue junto do aluno

2 – Na possibilidade de o aluno de poder tornar autónomo nas aprendizagens.

3- Na possibilidade do professor ensinar “demonstrando” na hora e para todos os alunos ao mesmo tempo (se tiver por exemplo um portátil ligado a um projector e estiver a ensinar a trabalhar num programa)


As mais-valias educativas

As actividades propostas aos alunos constituem um complemento das actividades que se fazem na disciplina, chegando a haver momentos em que essas mesmas actividades (dado o carácter interactivo) se tornam por si só a forma principal ou a configuração matriz da aprendizagem.

A aprendizagem torna-se mais rápida e eficaz, dado que os aluno assimilam melhor os ensinamentos e podem suportar de forma mais efectiva a construção de conhecimento.

Para além disso os alunos conseguem fazer “circular” melhor a informação entre pares e grupos, dando por isso lugar e primazia ao conhecimento construtivista.


Em que medida o conteúdo da minha disciplina foi afectado pelo avanço das tecnologias

Segundo Pierre Lévy, a técnica , por si só não é nada. O que conta e contribui activamente para o conhecimento individual ou colectivo, é o tipo de utilização que dela se faz.

A utilização das Tic na minha disciplina é feita de maneira a que o aluno possa, aprender algo explorando, experimentando hipóteses, reflectindo, desenvolvendo e aperfeiçoando. No fundo construir o seu próprio conhecimento. Através de exercícios práticos e com acesso a diversas práticas utilizando saberes, técnicas e tecnologias.

Um exemplo: o facto de digitalizar várias imagens, e de seguida ser possível compô-las, decompô-las, ordená-las, dar-lhes outras formas e outro ritmo, é por si só um novo modelo do conhecimento.

Mas o maior impacto a meu ver tem a ver com o “fascínio” que o aluno possa encontrar na utilização das tecnologias de informação e comunicação. Havendo tantas possibilidades e campos, é frequente encontrar um aluno que anteriormente se encontrava desmotivado e indiferente e que de repente descobriu um novo meio de expressão e de comunicação através de um programa ou de uma tecnologia, acabando por afectar também a forma como se passa a relacionar com o meio inclusive o seu comportamento social.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mensagem inicial


Este blog foi criado como portofólio. Aqui serão inseridos e desenvolvidos conteúdos que serão utulizados como ferramentas educativas.

Frases ou conceitos chave a explorar:

- Como posso utilizar a tecnologia para ensinar? Qual ou quais as ferramentas a utilizar?

- As TIC na educação - o seu uso pedagógico.

- Ajustar tecnologia à minha função.

- Que tecnologias? Porquê?

- Usar tecnologias quando elas são úteis