O que é a aprendizagem?
Como aprender?
Como aprender melhor?
Dispositivos/ferramentas que utilizo
Processos de aprendizagem
Aprendizagem é um processo de transmissão de conhecimentos e de saberes. A aprendizagem pode ser feita através de vários processos. mas implica sempre a aquisição de conhecimento através de várias modalidades.
A aprendizagem só se dá quando é possível de observar mudança no comportamento do sujeito. Tem que ser externa (observável). Se não for externa, não se consegue saber se ela existe.
Há vários processos de aprendizagem.
O Behavorismo não é mais que um procedimento em que o professor dá o estímulo - pergunta e o sujeito dá a resposta.
O Cognitivismo diz-nos que toda a aprendizagem está no cérebro, ela já existe. Mesmo que não haja conhecimento visível, ela está alojada. A aprendizagem processa-se quando há mudança de comportamento interior do sujeito. Tem que ver com o sujeito e a forma de organização da informação. Como ele processa a informação e dá a resposta. As pessoas aprendem quando processam a informação.
Interacção Social - Aprender com outros, com todos. Trocar e partilhar ideias e recursos. Experiência - Aprendizagem construindo algo uns com os outros.
A Minha perspectiva de Aprendizagem:
“ Tudo passa pela motivação, e pela relação próxima que o formador estabelece com o aluno”
A partir desta Ideia irei formar um raciocínio ou um estudo no qual tentarei explicar esta premissa, que no fundo é a minha visão do ensino enquanto formador. Para melhor compreensão (e como tento ser muito pragmático) irei dividir os conteúdos, embora eles estejam intimamente ligados.
A Motivação

Seja em que áreas forem, disciplinas, cursos, ou matérias a verdade é que sem a motivação do aluno dificilmente se conseguirá ensinar alguma coisa.
Não nos iludamos pois. Sermos detentores da sabedoria, melhores num campo ou numa matéria, campeões da experiência, ou dominar a retórica não se traduz automaticamente em bons professores.
Podemos portanto ser detentores do conhecimento mas se não conseguirmos motivação por parte dos alunos dificilmente conseguiremos atingir esse objectivo. Se não houver do outro lado a vontade de aprender, nada vale a nossa bagagem, os nossos conhecimentos ou a nossa posição no ranking dos melhores.
Depois desta tomada de consciência, uma questão se coloca a seguir: o professor ao aperceber-se da falta de motivação que o formando tem deverá em seguida tentar saber as razões pela qual isso acontece. Os motivos estão por vezes camuflados e escondidos até dentro deles próprios.
Não apetecer ir às aulas ou se preferirem não ir à escola sempre foi infelizmente por umas razões ou por outras (que não vale a pena estar agora a enumerar), uma situação que esteve e continua a estar enraizada ao longo de gerações.
Essa circunstância tida muitas vezes como “normal” pode então camuflar os verdadeiros motivos pela qual o aluno se desinteressa ou se alheia do ensino. Feito então o diagnóstico, será então altura de agir.
Uma relação próxima

Na minha visão do ensino, o professor deverá tentar estabelecer uma relação de proximidade para com o aluno. Só assim lhe permite em primeiro lugar saber os verdadeiros motivos pela qual ele se desinteressa da escola ou da disciplina que o professor lecciona, e em segundo lugar agir perante os dados que tem - fruto desse relacionamento de confiança. O professor não se deve substituir ao encarregado de educação. Até porque que em muitos casos o verdadeiro desinteresse tem origem no seio familiar. Sobrepondo-se ao encarregado de educação, o formador pode inclusive experimentar problemas acrescidos.
O professor deve sim, descobrir um interesse do aluno (ainda que não tenha nada que ver com a disciplina ou a matéria) e agir de maneira a associar esse interesse à aula, à matéria, à disciplina à comunidade escolar. A verdadeira batalha, o grande desafio do professor é encontrar uma fórmula – sem ser mágica, porque não existe – que lhe permita gerir a relação entre o ter que transmitir conhecimento e os interesses que os alunos possam ter. Essa premissa, esse ponto de partida, essa tomada de consciência, esse pilar tem que ser ao mesmo tempo o seu desafio. Por vezes o professor tem que saber mais gerir do que ensinar.
Ser criativo

Não vale a pena despejar matéria. Eles nem sequer estão a ouvir. O professor deve olhar, observar e diagnosticar. Deve perceber os interesses. Primeiro aqueles que são comuns a todos. Depois os que são específicos daqueles que se desinteressam.
E então ser criativo. Utilizar as suas motivações e jogar com elas. Fazer “contratos” com eles”. Estabelecer metas e objectivos. No final deste capítulo terão que atingir este objectivo. Ao fazê-lo poderão ter acesso ou entrada a isto ou aquilo.
“Isto ou aquilo”. Dito assim parece um discurso generalista, uma ideia vaga, uma coisa qualquer.
“Vamos agora estudar as diferenças entre o Sistema clássico americano, o Neo-realismo italiano e a Nouvelle vague francesa no cinema”.
Lá fiz a exposição teórica sobre o assunto, indiquei fontes de informação, coloquei os alunos a pesquisar no universo da internet, inclusive passei filmes para tornar as sessões de formação mais dinâmicas.
Convencido que fizera passar a informação e o conhecimento fiz uma ficha de trabalho. Eles sabiam que era para avaliar os conhecimentos, mas para mim era sobretudo para confirmar se o método que havia adoptado era o melhor, e se havia agido ou não de forma mais correcta e eficaz.
Para minha surpresa a confusão entre as 3 correntes era por demais gritante, não tinha conseguido atingir os objectivos, e pior ainda, eles agora pareciam saber ainda menos do que no inicio. Estavam pois confusos. Ainda se fosse um ou outro daqueles mais desatentos, mas não a turma em geral estava neste estado.
Então descobri! Peguei num aluno cujo único interesse na vida parecia ser a música e desafiei-o a fazer uma canção cuja temática fosse mostrar as diferenças entre aquelas 3 correntes estáticas. Fiz um contrato com ele oferecendo-lhe em troca uma gravação e o rapaz cantou na aula.
Ele que sempre mostrara um completo desinteresse pelas aulas, pela escola e pela vida em geral, viu-se de um momento para o outro aplaudido, recompensado e integrado numa sociedade que sempre rejeitara. E eu ganhei um grupo de alunos que sabem agora aquilo que no início não estavam dispostos a saber.
“Step by Step”
O meu fundamento, o meu ponto de vista, a minha visão de professor se lhe quisermos assim chamar tem esta experiência como um exemplo daquilo que deveria ser o ensino.
O professor deverá procurar encontrar a melhor forma de transmitir o conhecimento, usando-se dos interesses e motivações dos alunos.
Uma espécie de step by step. O professor deverá ter sempre o sentido de encontrar a melhor maneira de passar a informação. Para cada matéria, uma fórmula, um passo. Caminharemos assim passada a passada.
Segundo a minha visão, o professor deverá ao mesmo tempo observar, investigar e inclusive estudar as características da geração com quem trabalha. Perceber os seus interesses e motivações.
Dizer apenas mal e não tentar perceber porque “eles agem de uma determinada maneira” é um erro onde que se cai muito frequentemente. Porque é que eles são assim? Porque se comportam de determinada maneira?
Não podemos estar numa escola com um grupo de alunos de uma determinada idade e ignorar a sua forma de viver. Não podemos entrar na sala de aula sem perceber que espécime (a palavra não é certamente a melhor) de alunos iremos encontrar.
Porque ao termos que transmitir conhecimento, teremos obrigatoriamente de saber a quem nos vamos dirigir. Ignorar isso é meio caminho andado para não termos sucesso.
O professor descobrirá então os melhores passos para que os nossos “amigos” consigam percorrer da melhor maneira este corredor da aprendizagem.
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